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Influências externas e internas

Nossa mente, basicamente, apenas executa os comandos, não importa se positivos ou negativos. Se você está programado mentalmente para, toda sexta feira, embriagar-se até cair, não importa se isso é positivo ou não, quando chegar a sexta-feira, é isso que você terá vontade de fazer.

Se sua programação mental diz que assistir novela é melhor do que estudar, não importa se isso é positivo ou não, quando chegar a hora de estudar, você vai preferir assistir novela.

Nosso estado mental atual é formado pelos pensamentos predominantes que tivemos até hoje. Ou seja, o que esteve com mais frequência em nossa cabeça até o presente momento, compõe o material básico da nossa mentalidade atual. Os comandos por nossa mente executados sempre estão de acordo com a nossa atitude mental predominante.

Dessa forma, as coisas que realizamos no presente são resultado, em grande parte, da nossa programação mental anterior, tenha sido ela feita conscientemente ou não. Ou seja, não importa se você habituou-se a fazer algo conscientemente ou não, se isso já estiver internalizado, você seguirá fazendo, até que uma programação nova substitua a anterior.

Essa programação mental se dá basicamente de duas formas: pelas influencias externas e pelas influências internas.

Influências externas

As influências externas são os estímulos que recebemos do ambiente no qual nos encontramos. Ou seja, são os livros que lemos, o que assistimos, as pessoas com quais conversamos etc.

Para testar esse tipo de influência é bastante simples. Esteja em um local onde várias pessoas estejam reclamando de uma determinada situação. Sem perceber, em pouco tempo, você estará a reclamar de alguma coisa também, não é mesmo?

Quem assistiu ao Seriado Chaves no episódio que várias pessoas perguntam ao Senhor Madruga se ele “se sente mal”? No final do dia, Madruginha já esta convencido de estar verdadeiramente doente.

Lógico que é um obra da ficção e humor, contudo, na vida real não é diferente. Se várias pessoas lhe falarem que você está com uma aparência de pessoa “doente”, é bem provável que depois de um tempo você  passe a se sentir assim mesmo.

Logicamente umas pessoas são mais suscetíveis à influência externa do que outras, mas garanto, exceto pessoas com força mental muito acima do normal, todos nós acabamos sofrendo influências externas.

A mais forte dessas influências externas é a familiar. Perceba como somos, em grande parte, resultado das influências que tivemos em casa, tanto para nos tornarmos parecidos ou opostos. Já explico.

Embora nossa mente seja em boa parte influenciada por fatos exteriores, a um cerne mental próprio de cada um, ou seja, é o que distingue você das outras pessoas, seus traços mentais próprios.

Se essa sua natureza mental for parecida com as de seus familiares, provavelmente você, hoje, é muito parecido com eles.

Contudo, se sua natureza mental é diversa, a tendência é que, hoje, você seja um completo oposto à sua família. Ocorre o chamado “conflito de mentalidade”, que é quando determinadas mentes não são em nada, ou quase nada, compatíveis, fazendo com que essas pessoas tendam a discordar em tudo, até em assuntos que, normalmente, concordariam.

Assim, seja por ter lhe tornado parecido ou por ter lhe tornado oposto, a influencia externa familiar é uma das mais fortes, mas não a única.

Vou escrever um post mais detalhado sobre influência externa, mas, de início, você deve ter consciência de que as pessoas que nos cercam sempre, de alguma forma, acabam por influenciar nosso modo de pensar, por isso é muito importante escolhermos com cuidado o ambiente no qual estamos inseridos.

Influências internas

Essa é a influência que nós fazemos a nós mesmos.

Programamos nosso cérebro baseados em fatos externos que nós aceitamos como verdadeiros, por vezes inconscientemente, para aceitar aquilo como real.

Ou seja, o que você convence a si mesmo como sendo uma realidade, por mais que essa realidade seja falsa, acabará sendo aceito por sua mente como verdade.

Eita, ficou meio confuso?

Vamos a um exemplo simples, mas esclarecedor.

Digamos que alguém tenha jogado na loteria. A pessoa não é muito experiente em jogos e acabou conferindo o seu bilhete com um resultado passado, que não valia mais. Contudo, essa pessoa acha que ganhou e, logicamente fica muito feliz com isso.

Até descobrir seu engano, a felicidade interna dessa pessoa é exatamente igual a de uma pessoa que realmente ganhou na loteria, pois, em sua cabeça, o prêmio é real, embora não o seja na realidade.

É um exemplo simples, mas, acredito eu, adequado, para mostrar como, quando nos convencemos de algo, não importa se esse algo é real ou não, mentalmente o resultado é o mesmo.

Sonhos também são ótimos exemplos. Quantas vezes temos um determinado sonho e acordamos assustados e com o coração acelerado? Embora o sonho seja uma realidade criada pelo nosso cérebro, o efeito em nosso corpo é o mesmo de uma experiência real, pois, no momento do sonho, aquela era nossa realidade.

Repetindo, esse foi só um exemplo simplório, mas mostra como você deve tomar cuidado com o que passa a aceitar como realidade absoluta.

Usando o exemplo financeiro novamente, muitas pessoas que nascem em famílias menos favorecidas aceitam como verdade o mito do “nasceu pobre, morrerá pobre”. Para essas pessoas, por mais que surjam oportunidades de alteração do seu padrão de vida, a tendência é que elas sequer enxerguem essas oportunidades, pois no seu mapa mental, ela não “pode” sair daquela situação.

Ou seja, ela criou para si uma realidade e, como aceita que essa realidade é verdade, não conseguirá sair dela.

Assim, tome muito cuidado com os conceitos que repete para si mesmo. Com o tempo isso ficará impregnado em seu subconsciente e mesmo situações completamente ilusórias parecerão reais para você.

No meu ambiente de trabalho já vivenciei situações na qual o Fulano A acha que o Fulano B não gosta dele e o Fulano B acha que o Fulano A não gosta dele. Na realidade vivida, nenhum dos dois tinha feito absolutamente nada de ruim ao outro, contudo, como ambos se convenceram que o outro não gostava de si, essa situação totalmente imaginária passo a ser realidade, pelo menos para eles.

Como melhorar as influências externas

Quanto à influências externas o principal é selecionar quem você mantem próximo de si.

Como disse antes, só pessoas com força mental muito acima do comum conseguem ficar em um determinado ambiente e não se influenciado pelas mentalidades ali presentes.

Para pessoas comuns como nós, o mais adequado é selecionar as companhias, evitando pessoas negativas e com tendência a reclamar da vida.

Prefira cercar-se de pessoas proativas e que veem a vida como um processo de desenvolvimento. Só de estar próximo de pessoas assim, sua mentalidade já colherá frutos positivos.

Sei que, em determinados ambientes, é difícil encontrar pessoas positivas. Nesses casos, leia livros, textos, artigos etc de autores que tenham esse tipo de conduta. Assistir a vídeos de pessoas assim também tem o mesmo resultado.

Em contraponto, assim como você deve evitar pessoas negativas, o ideal é que evite leituras e vídeos negativos. A influência é a mesma. TV é um dos principais “sugadores” de energia mental. Quanto você vê, já está há horas envolvido pelo clima do que estiver sendo exibido. Portanto, evite assistir programas de conteúdo negativo.

Como melhorar as influências internas

O controle mental é uma das tarefas mais trabalhosas do processo de desenvolvimento.

Tente ficar 15 segundos sem pensar em nada e perceba a quantidade de pensamentos que virão “no nada” em seu cérebro.

É improvável que uma pessoa de capacidade mental comum consiga controlar seus pensamentos. Você pode tentar fazer isso e conseguir, por um tempo, mas o tempo todo é uma tarefa bastante árdua.

Então, Valter, como fazer?

Autossugestão!

Para os não inciados no processo de desenvolvimento pode parecer loucura, contudo, repetir frases para si mesmo, com o tempo, faz, sim, muito efeito.

O princípio da autossugestão merece, e terá, um post específico, mas, de maneira resumida, o que você precisa saber é que repetir mentalmente um determinado conceito influencia sua mente inconsciente, que é quem controla a maior parte dos seus pensamentos. Quanto mais você repete, mais você “impressiona” a mente inconsciente e aquele conceito vai, pouco a pouco, passando a fazer parte de você.

O normal é que você nem perceba. Eu mesmo já fiz diversas programações mentais por meio da autossugestão. Com o tempo meus pensamentos já estavam de acordo com a programação que eu tinha feito, contudo, como aquilo já era parte de mim, eu nem havia me dado conta.

Dessa forma, a melhor forma de melhorar suas influências internas é não fortalecer pensamentos negativos e repetir, muitas vezes mesmo, os pensamentos positivos.

Sei que parece coisa de maluco, mas me dê o benefício da dúvida. Pratique isso durante um tempo e veja se funciona ou não.

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